PROCISSÃO AO CEMITÉRIO

Domingo, dia 3 de Novembro de 2013

PROCISSÃO AO CEMITÉRIO

No próximo domingo, 3 de Novembro de 2013, a Confraria das Almas promove a procissão ao cemitério, saindo da Igreja Matriz às 14.30.

A Confraria convida todos a participar e conta, como habitualmente, com as diversas irmandades e confrarias (Santa Casa da Misericórdia, Real Irmandade do Senhor da Cruz, Terço, S. José, Santíssimo Sacramento, Santa Maria Maior), que se incorporarão com insígnias e estandartes. À chegada haverá a celebração da Eucaristia.

Fica suspensa a missa das 15.30 na Igreja do Terço.

 

A PROPÓSITO DE CEMITÉRIOS

«O término da vida aqui o veis. O destino da alma segundo obreis".

Não passa despercebido a ninguém a inscrição na porta do cemitério de S. Francisco em Orense. Diz que o termo da vida se pode ali observar, mas o destino da alma depende do modo como nos comportamos. Uma simples frase, de profundidade enorme, embora se deva situar numa cultura que marcou séculos e perdura.

Menos frequentados é certo - a fuga do real leva a afugentar o pensamento da morte, esta como fracasso ou derrota da vida - os cemitérios impõem-se-nos como algo inevitável: agora ou logo ali vamos parar, forçados ou não, e um dia lá nos irão levar os «restos mortais».

O olhar sobre a morte coincide em muitos elementos - somos todos humanos e frágeis - mas distingue-se em muitos outros tratando-se de crentes e não crentes. Afinal, quando alguém se diz crente é porque acredita... na vida para além da morte, como elemento importante. Se é cristão, crer em Jesus Cristo morto e ressuscitado implica crer na própria ressurreição, logo na vida para além da morte.

Celebrar com ritual cristão a morte é necessariamente diferente de celebrá-la com outros rituais ou sem rituais. Onão crente olha para o futuro como um termo (a morte termina a vida) enquanto o crente olha para o futuro, para a morte que chega, como um começo: sabe que vai viver. A diferença é abissal. Só este elemento bastaria para que muita coisa mudasse na maneira de viver pessoal e social.

Avida promovida num horizonte a termo, por mais conseguida ou realizada que seja, termina sempre num fracasso, a morte. Avida orientada para além da própria morte alarga horizontes e convida a relações diferentes: o Outro está nos outros que me rodeiam e é diante do Outro e com os outros que viverei para sempre.

Vamos ao cemitério venerar os restos mortais dos que nos precederam, sabendo que «eles estão na mão de Deus». E diante das campas, o silêncio que eles nos inspiram torna-se oração, meditação e até decisão: vou comportar-me como alguém que vai apresentar-se diante de Deus e com Ele viver para sempre. Serei eu digno disso?

Um triste espectáculo deve evitar-se: fazer do cemitério o lugar para pormos a conversa em dia. Os mortos merecem respeito. Se não somos capazes de fazer silêncio e de acompanharmos a oração dos rituais litúrgicos, escolhamos outros momentos para lá irmos. A hora da missa no cemitério é de comunhão dos vivos com os mortos ressuscitados. Que seja uma HORA DE VERDADE.

P. Abílio

Publicado em 2013-10-26

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