
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
Certo dia, um missionário evangélico que ainda hoje trabalha entre
muçulmanos, partilhava comigo e mais algumas pessoas algo que marcou
profundamente a sua vida. Abreviando a história, ele contava que uma mulher
muçulmana e uma outra cristã travaram conversa e a partir dali iniciou-se um
caminho que culminou numa grande amizade. Gradualmente a confiança e a
admiração entre as mulheres foi crescendo, e o amor sincero foi destruindo
todas e quaisquer barreiras que se entrepunham entre ambas. Em determinado momento
a mulher muçulmana ao telefone com a sua mãe e junto da sua nova amiga cristã,
disse: “Mãe, finalmente encontrei um cristão de verdade”.
Que história esta que nos faz pensar sobre o tipo de
cristianismo que vivemos e o tipo de cristãos que nós somos!
Infelizmente algumas palavras vão perdendo o seu real
valor e original significado; como esta: “cristão”. Sobre isto mesmo, C. S.
Lewis, no seu livro Cristianismo Puro e Simples, escreveu: “A palavra cristão terá
sido despojada de qualquer propósito realmente útil a que pudesse ter servido.
Deveríamos, portanto, ser fiéis ao sentido original, mais óbvio.”
Assim sendo, tendo em atenção a origem desta palavra que
é empregue pela primeira vez em Antioquia (Atos dos Apóstolos, 11:26) para
designar aqueles que viviam como Jesus Cristo, que O imitavam, que aceitavam a
Sua doutrina, que O amavam, enfim, eram Seus discípulos, difere e muito de como
agora se usa e se classifica alguém como cristão.
Deste modo e respeitando o real significado da palavra
em causa, não se é cristão por hereditariedade. Muitas pessoas,
só porque seus antepassados o eram, assumem que também o são; no entanto, as
suas vidas não se coadunam com os ensinamentos de Jesus Cristo.
Não se é cristão porque se pratica a religião cristã, ou
pela simples razão de ir à igreja, ou porque se pratica boas obras.
Não se é cristão porque se conhece bem a Bíblia, faz-se
beneficência ou até se dá a vida em nome de Deus.
Tudo isto pode ser feito, e na verdade não é ser
cristão. Parecer é uma coisa, ser é outra.
Ser cristão é algo intrínseco a nós mesmos e não uma
mera modalidade religiosa que se decide adotar. Faz parte da nossa identidade e
não é um anexo da nossa vida. Tem início no mais íntimo do nosso ser (espirito
e alma) e reflete-se de forma natural no nosso corpo, na nossa conduta e no
resultado das nossas ações. É como uma fonte de água que jorra de dentro para
fora.
Afinal, o que é que aquela mulher muçulmana viu na
mulher cristã para dizer o que disse? Poderei parecer simplicista, mas tenho o
desejo de ser clara e profunda ao mesmo tempo; a mulher muçulmana viu Cristo na
sua amiga, mesmo quando não falavam de religião e fé. Ela foi testemunha de um
cristianismo vivo, natural e real. Nada era forçado, fingido ou por apenas
tradição, simplesmente ela fez amizade com uma mulher que recebera impacto do
evangelho de Jesus Cristo, seguia a Cristo e O amava com todo o seu ser.
Desengane-se quem pensar que há categorias no que se
refere a cristãos; ou seja, não há cristãos de primeira nem tão pouco de
segunda categoria. Ou se é ou não se é.
Então se alguém é cristão, onde está Cristo na sua
vida?!
O que diria essa amiga muçulmana de cada pessoa que se
afirma como tal?!
Perguntas que podem inquietar a nossa alma, mas que
verdadeiramente nos ajudam a definir.
Isabel Ricardo Pereira é missionária evangélica; contacto: isabeljose@sapo.pt

A felicidade aumenta a produtividade

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