
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
Segunda de quatro filhos, Chiara nasceu numa família católica italiana, mas logo se afastou da paróquia e viveu uma longa e profunda rebelião que a fazia questionar todos os valores recebidos de seus pais.
Achava que ser livre era ser contra a Igreja
Hoje
religiosa na congregação das Irmãzinhas do Imaculado Coração, a irmã Chiara
gravou um testemunho que
tem repercutido no YouTube:
Sempre
tive no coração o desejo de liberdade. Para mim, a liberdade era até mais
importante que a felicidade. Eu achava que, para ser livre, precisava destruir
os limites. Isso provocou uma grande rebelião dentro de mim.
Esse grande
desejo de liberdade colidia, pensava ela, com os ensinamentos da Igreja, pois
Chiara achava que os Dez Mandamentos eram dez imposições e, portanto, ser
livre era ser contra essa instituição.
Quando
Chiara estava entrando na adolescência, sua mãe descobriu que esperava o quarto
filho. A gravidez imprevista irritou a segunda filha, que não queria mais um
irmão e achava que a mãe devia, indiscutivelmente, abortar.
Quando
a minha mãe engravidou, eu fiquei muito nervosa, porque um quarto filho ia ser
um peso. Eu queria que ela abortasse. Eu era a favor do aborto e dizia que
defendia os direitos das mulheres.
Como a mãe
nem deu ouvidos a essa sugestão, a raiva da jovem aumentou. Até que… o
irmãozinho nasceu.
Quando
o bebê nasceu, eu fiquei apaixonada por ele (…) a tal ponto que, um pouco para
calar o remorso que eu carregava comigo por ter querido matá-lo, comecei a
mimá-lo muito e ele se tornou o centro da minha vida.
A drástica
mudança no tocante ao irmão, porém, não mudou a sua rebeldia contra a Igreja e
os católicos. Chiara estava decidida a desmascarar quaisquer pecados dos
sacerdotes para usá-los como argumentos contra os fiéis. Mesmo sendo
adolescente, relata ela, eu queria sempre colocar os católicos entre a cruz e
a espada.
Apesar disso,
continuou indo à missa com a família todos os domingos, porque seus pais não
deixavam os filhos faltarem à Eucaristia.
Quando
Chiara terminou o ensino médio, seu irmãozinho caçula ficou gravemente enfermo:
foi diagnosticado com uma doença estomacal agressiva que não reagia ao
tratamento médico e o deixava em sério risco de morte.
Essa
provação mergulhou a jovem no desespero. Chiara tinha medo de perder o irmão e
se sentia culpada por ter querido que ele nem nascesse:
Foi
o pior momento da minha vida. Eu não estava só preocupada e envergonhada; eu me
sentia responsável. Eu achava que era o castigo que Deus me mandava. Eu tinha
querido matar o meu irmãozinho, e agora eu pensava que Deus ia levá-lo mesmo,
para me dizer: Viu? Você não queria acabar com ele?.
Desesperada,
Chiara começou a sentir o impulso de orar pelo irmão. Mas o que ela podia dizer
a Deus? Ela detestava aquela chatice do rosário, então tentou comprar Deus:
Era
mais ou menos o seguinte: você faz alguma coisa por mim e eu faço alguma coisa
por você. Então eu disse a Deus: seja você quem for, onde quer que você esteja,
eu peço que você salve a vida do meu irmão. Eu faço fazer qualquer coisa em
troca.
A jovem
rebelde começou então a fazer uma das coisas que mais odiava: sair com outros
jovens católicos. Se eles ajudarem poderosamente na vida do meu irmão, eu vou
pagar indo ao Gifra, pensou ela, referindo-se ao grupo de jovens dos
franciscanos, ao qual sua irmã já pertencia.
Deus não
tardou a responder e o caçula ficou repentinamente curado.
A jovem
resolveu fazer o que chamava de pagar a dívida: passou a frequentar aquele
grupo de jovens, que até então ela imaginava que fosse formado por gente
deprimida, frustrada e chata.
Nas
primeiras vezes, de fato, Chiara permaneceu fria e distante, mas, aos poucos, a
simplicidade e a sinceridade daqueles jovens, que não tinham medo de mostrar e
compartilhar as suas vulnerabilidades, medos, defeitos e fraquezas, foram
quebrando os seus esquemas mentais intolerantes.
Ela
continuou a frequentar o grupo e, embora já tivesse namorado, resolveu viajar
com os jovens em missão para a Albânia.
Lá, numa
região de miséria, experimentou o que viria a descrever como uma paz e
satisfação extraordinária, uma felicidade que parecia não fazer sentido diante
da pobreza das pessoas e do esgotamento que ela própria sentia. Durante a
missão, ficou encarregada da limpeza e da ornamentação da capela e participava
da adoração eucarística.
E foi ali,
face a face com o Senhor, que ela se sentiu, pela primeira vez, olhada e amada
por Ele.
De volta à
Itália, a missa diária passou a fazer parte da rotina de Chiara. Sua relação
com o namorado se complicou e, pela primeira vez, a ideia de se tornar religiosa surgiu em sua
mente.
Apesar dos
medos, resistências e muitas dúvidas, o chamado foi ficando cada vez mais
forte. Ao dizer sim a Deus, a irmã Chiara descobriu um amor que não tem fim e percebeu que a realização se alcança quando se segue a inspiração de Deus,
dando-lhe glória.
Como diz o
Salmo 139:
Eu
te dou graças porque me criaste por prodígio, porque são admiráveis as tuas
obras: tu me conheces profundamente.
In Aleteia - Silvia Lucchetti - publicado em 23/01/23

A felicidade aumenta a produtividade

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