
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
REQUERIMENTO (EM PAPEL SELADO) DIRIGIDO A FERNANDA CÂNCIO
SENHORA “INSPECTORA DO PENSAMENTO ÚNICO”:
O signatário, cidadão que julgava viver num país livre, Portugal, constatou, recentemente, que, afinal, neste país, há censores públicos que se arrogam, em nome da laicidade, de imporem o laicismo como religião do Estado. Querem e lutam por um Estado “religioso”.
Senhora “Inspectora do Pensamento Único”, neste país deve perder-se a memória colectiva. As suas raízes. O seu falar próprio e popular.
Já pensou, senhora “Inspectora do Pensamento Único”, que também deverá propor a interdição do nosso corriqueiro “OXALÁ”, vestígio da presença da religião muçulmana entre nós, ou, pela sua origem, não se deve mexer nesta palavra que, como sabe é derivada de “inch Allah”, o nosso português “Deus queira” que, pela sua lógica de “Inspectora do Pensamento Único” também deveria ser proibida?
Já está a tratar de banir do nosso calendário o nome dos dias da semana, como Segunda-feira, com origem cristã que remonta, imagine, a S. Martinho de Dume? Ou Sábado, da religião judaica? Ou Domingo do cristianismo?
Já reparou, senhora “Inspectora do Pensamento Único” que o Parlamento português é conhecido por Palácio de S. Bento? Ou que há, aí na capital, uma estação do Caminho de Ferro que se chama de “Santa Apolónia”. Ou que o Panteão Nacional é de “Santa Engrácia”?
Como é que a senhora “Inspectora do Pensamento Único” vai chamar o Hospital de S. José ou ao de Guimarães “Senhora da Oliveira”?
As elites censoras, como Fernanda Câncio e outros e outras(!) andam atentas e vigilantes. De lápis azul na mão (esquerda) a riscar tudo o que a sua “cartilha” não autoriza. E cada vez mais, o lápis azul risca a expressão do pensamento dos outros (e outras!). E não desiste de apagar as nossas raízes… mas, como sabe, “não há machado que corte a raiz ao pensamento”!
Sim, há uma cartilha por onde têm de ler e escrever. A Polícia dos costumes tem os seus (suas!) inspectores (inspectoras!) que andam muito atenta e a espiolhar tudo e todos (todas!).
A senhora “Inspectora do Pensamento Único” e que professa publicamente a sua religião do laicismo, tem de admitir a liberdade de expressão, menos a calúnia e o insulto. E como “Até amanhã, se Deus quiser” não é insulto nem calúnia… por que quer proibir, impedir ou riscar do nosso dia a dia esta expressão?
Incomoda-a, muito? Tape os ouvidos e, já agora, não vá a nenhum Museu, onde há imensas imagens e outros objectos expostos de natureza religiosa (cristã) roubados aos seus legítimos donos.
Não vá por que são motivos cristãos e não por que foram roubados! Tape os olhos quando passar nos Jerónimos ou no Mosteiro de Alcobaça. Ou, se não quiser ver, com a sua “autoridade” de “Inspectora do Pensamento Único” mande derrubar esses testemunhos que ofendem a sua religião laicista. Derrube tudo.
Ficará feliz num país sem memória. Asséptico.
Puramente laico como gostaria.
Vá lá, derrube tudo. Derrube o país que continua a dizer: “Oxalá” e “Se Deus quiser”.
Até sempre, SE DEUS QUISER e enquanto Deus quiser!
Não espera deferimento nem apresenta “os melhores cumprimentos”.

A felicidade aumenta a produtividade

Carmen Garcia

“As ruas e as praças de Lisboa não pertencem apenas aos sindicatos e não são propriedade da extrema-esquerda. Até os Católicos se podem manifestar, porque há separação entre a Igreja e o Estado.”

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