
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
Frente
à experiência de vulnerabilidade que estamos a viver com o Covid-19, surgem
dizeres que apelam ao espírito positivo e ao sentido de esperança: vamos ficar
todos bem, estamos no mesmo barco, “ou nos salvamos todos juntos ou afundamos todos
juntos” (D. António Marto), voltamos a ser mortais, juntos somos mais fortes,
este não é o tempo de divisões, todos somos importantes… . Mais do que afirmar
certezas, estamos a formular desejos, o que por si, não é mau. Mas é supérfluo
teorizarmos sobre o que experimentamos
se não metermos mãos à obra no sentido nos reconstruirmos repensando hábitos,
estilos de vida e escalas de valores, como pessoas, como famílias, como
comunidades, como sociedade global e, porque não, como crentes.
Juntos
pela cultura da vida. A
semana da vida, que celebramos em maio, lembra-nos que é inadiável estarmos
juntos contra a cultura da morte de uns tantos vírus mortíferos. Cerca de 53
milhões de abortos por ano a nível mundial – 145 mil por dia; as vítimas que
podiam ser evitadas nas não são, das guerras (só na Síria cerca de 400.000), do
terrorismo, da fome e das doenças. Quantas crianças morrem, diariamente, de
miséria… .
Juntos
para dizer não às vidas precárias. As
vidas precárias são vidas que por, não serem tomadas como humanas, à partida
não chegam a ser contadas no cômputo das vidas ceifadas, seja por que
cataclismo for. São vidas que não valem, não chegam a ter valor humano e que,
por isso, podem chegar a não figurar a lista das mortes assinaladas como
vítimas de que valha a pena fazer memória. Estão aqui os refugiados, as 6 mil crianças
que podem vir a morrer por dia (mais de 4 mortes a cada minuto), nos países
pobres devido ao impacto da pandemia, vítimas das guerras, os sem qualquer
rendimento, os sem-abrigo, etc. . Segundo a UNEC (Comunidade Económica das
Nações Unidas para a África) podem morrer por causa desta pandemia se não forem
adotados instrumentos úteis capazes de prevenir a tragédia.
Juntos
e nunca sozinhos. O
perigo que antes pensávamos que só atingia os outros, agora obriga-nos a ser
mais solidários e a abrir os olhos para a miséria do mundo, a pensar que
estamos todos no mesmo barco. S. Cipriano, bispo de Cartago em meados do século
III, depois da violenta epidemia que assolara a sua cidade, escrevia: “Esta
epidemia que parece tão horrível e funesta põe à prova a justiça de cada um e
experimenta o espírito dos homens, verificando se os sãos servem os enfermos,
se os parentes se amam verdadeira e sinceramente, se os patrões têm piedade dos
servos enfermos, se os médicos não abandonam os doentes que imploram auxílio”.
Temos
de estar juntos contra a indiferença, o egoísmo, a divisão, o esquecimento, que
não são propriamente as palavras que queremos ouvir neste tempo. Queremos bani-las
para sempre! Esta é a nossa missão.
Pe. Eduardo Ferreira, In AÇÃO MISSIONÁRIA junho 2020

A felicidade aumenta a produtividade

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“As ruas e as praças de Lisboa não pertencem apenas aos sindicatos e não são propriedade da extrema-esquerda. Até os Católicos se podem manifestar, porque há separação entre a Igreja e o Estado.”

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